A vida em preto e branco já faz parte, virou arte e a promessa agora é despedida.A música se pausou, o coração desacelerou e a conversa entre olhares já não é mais entendida.Os porres já não são os mesmos, não induzem o reencontro, não te buscam na memória, não lamentam pela falta.
Nossa música não é mais moda, ou pelo menos as rádios não fazem mais questão de tocá-la na madrugada fria.Os sorrisos parecem amarelados, o céu não se encontra mais estrelado e a noite insiste em se prolongar.Mas suas marcas estão por toda parte, não há nada físico, muito menos visível, só pode ver quem é cego de racionalidade, quem abafa a incerteza e incorpora a sensibilidade.
Nossas esquinas não se cruzam e as horas já não ficam mais iguais. As labaredas de um incendiário em chamas decidiram cessar. Estamos no outono mas o inverno insiste em me telefonar. Será pra sempre frio e sombrio?
Eu só desejo que os dias sejam tingidos de boas cores, cromatizados e com um aroma fidedigno e ansioso por mudanças e boas transformações.
...papo de barbudos.
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