Terça-feira a noite. O tédio tomava conta do quarto. Podia senti-lo entrando pela janela com a brisa leve trazida pela chuva fria que caia lá fora na noite quase londrina que tomou conta da cidade.
Foi preparar uma xícara de café com leite quente e pegou algumas bolachinhas junto num pratinho de barro. Trouxe tudo para o quarto, apoiou ao lado do notebook e ali continuou sua jornada de telespectador de youtube. Sim. O tédio tinha tomado conta por completo da sua noite de folga e não tinha como simplesmente fugir. Havia dormido o dia todo. Que pagasse agora o preço de sua preguiça.
- Preciso de companhia. Preciso conversar um pouco. - Pensou alto. Já falando sozinho naquela solidão que se adensava e o abraçava como um ser mitológico de capuz e foice tão presente.
No youtube já não havia nada em seus canais preferidos. Zapeando o facebook o assunto já havia encerrado. O whatsapp em silêncio há horas.
- Quem sabe uma sala de bate-papo pra quebrar o gelo e conversar um pouco. - Podia ajudar a dar sono! Mas não sabia ele que algo além o esperava. Alguém além o esperava. Provavelmente com os mesmos pensamentos entediados.
Um gole na xícara de café com leite. Uma mordida nas bolachinhas ao lado. Uma nova aba no navegador. Algumas letras já fizeram a busca automática pra uma sala de bate-papo. Uma pequena conferida no assunto rolando. Uma identificação aleatória. Acesso verificado. Sala rolando.
Muita futilidade. Muito assunto vago e perdido. Muita gente perdida e entediada em busca de promiscuidades e apenas prazeres que agradam os olhos. Mas nesse acaso de palavras e maluquices haviam dois malucos insones que tinham propósitos em comum. Desejos em comum. E um acaso os juntou numa conversa maluca e excitante naquela noite. Mal sabiam que aquela conversa os levaria por dias assim.
Uma breve olhada na barra lateral levou o olhar ao pseudônimo mais atraente entre eles. Ela usava o nome de "Sedutora". O próprio nome carregava todos os desejos em um só. Era tudo o que ele precisava. Ser seduzido e conquistado. Mas podia ser mais um embuste. Mais um tempo perdido. Não custava nada tentar. Decidiu permitir que a surpresa o abatesse.
- Olá! Boa noite. Tudo bem com você? - E as apresentações básicas se seguiram entre pequenas perguntas e algumas risadas bobas. Os dois se entregaram aquela armadilha que aprisiona os interessados em amar e se entregar ao demônio da paixão e do desejo.
Ela de sagitário. Um signo de fogo. Ele de áries. Um signo de ainda mais fogo. Um incêndio se pronunciava no ar. Ela com a mesma idade que ele. A idade dos amantes. A idade dos trinta. Os dois solteiros e perdidos nos meses de seu mundo particular. Ela com sua vida financeira consolidada. Ele reorganizando o tempo, cabeça e dinheiro. Mas algo em comum havia. O desejo de uma paixão, carinho e companhia mas acima disso tudo a liberdade de viver cada um a sua vida e seu tempo.
O tempo passou. A conversa se alongou e se estendeu além. O clima havia se adensado e ficado deveras agradável. Contatos foram trocados. Telefones sussurrados entre brincadeiras e declarações. Algumas confissões também foram necessárias pra que a conversa se estendesse um pouco mais. E o desejo crescia e se adensava naquela conversa. A sala de bate-papo já estava ficando pequena pros desejos que cresciam. O tesão tomava conta do assunto. Eram dois adultos. Eram dois com desejos e vontade acumulados. Eram dois num mesmo jogo provocante e divertido.
Foram para o celular. Viram as fotos e ali a vontade aumentou. Ela teceu elogios. Ele ficou vidrado na foto dela. Um olhar sedutor de ladinho e uma boca grande com um batom rosa que aumentava o prazer de tocá-la e perder o fôlego em um beijo demorado. A conversa tinha um tom adulto. Tinha um quê de fogo e pecado misturado ao tempo de solidão dos dois. Tinha um tom de apostas e provocações sensuais. Havia uma expectativa que crescia no coração e na cabeça dos dois.
Ele provocava. Ela respondia. Ele cutucava e falava algumas sacanagens. Ela retribuiu com fotos sedutoras. Ele provocou de igual modo. E a vontade crescia como tinha de ser.
O sono veio. A vontade teria que ficar pra amanhã. Mas o amanhã seria ainda mais agradável. Mal sabiam que isso era apenas o começo, que era apenas o riscar de um palito de fósforo no estopim de uma bomba.
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Uma breve olhada na barra lateral levou o olhar ao pseudônimo mais atraente entre eles. Ela usava o nome de "Sedutora". O próprio nome carregava todos os desejos em um só. Era tudo o que ele precisava. Ser seduzido e conquistado. Mas podia ser mais um embuste. Mais um tempo perdido. Não custava nada tentar. Decidiu permitir que a surpresa o abatesse.
- Olá! Boa noite. Tudo bem com você? - E as apresentações básicas se seguiram entre pequenas perguntas e algumas risadas bobas. Os dois se entregaram aquela armadilha que aprisiona os interessados em amar e se entregar ao demônio da paixão e do desejo.
Ela de sagitário. Um signo de fogo. Ele de áries. Um signo de ainda mais fogo. Um incêndio se pronunciava no ar. Ela com a mesma idade que ele. A idade dos amantes. A idade dos trinta. Os dois solteiros e perdidos nos meses de seu mundo particular. Ela com sua vida financeira consolidada. Ele reorganizando o tempo, cabeça e dinheiro. Mas algo em comum havia. O desejo de uma paixão, carinho e companhia mas acima disso tudo a liberdade de viver cada um a sua vida e seu tempo.
O tempo passou. A conversa se alongou e se estendeu além. O clima havia se adensado e ficado deveras agradável. Contatos foram trocados. Telefones sussurrados entre brincadeiras e declarações. Algumas confissões também foram necessárias pra que a conversa se estendesse um pouco mais. E o desejo crescia e se adensava naquela conversa. A sala de bate-papo já estava ficando pequena pros desejos que cresciam. O tesão tomava conta do assunto. Eram dois adultos. Eram dois com desejos e vontade acumulados. Eram dois num mesmo jogo provocante e divertido.
Foram para o celular. Viram as fotos e ali a vontade aumentou. Ela teceu elogios. Ele ficou vidrado na foto dela. Um olhar sedutor de ladinho e uma boca grande com um batom rosa que aumentava o prazer de tocá-la e perder o fôlego em um beijo demorado. A conversa tinha um tom adulto. Tinha um quê de fogo e pecado misturado ao tempo de solidão dos dois. Tinha um tom de apostas e provocações sensuais. Havia uma expectativa que crescia no coração e na cabeça dos dois.
Ele provocava. Ela respondia. Ele cutucava e falava algumas sacanagens. Ela retribuiu com fotos sedutoras. Ele provocou de igual modo. E a vontade crescia como tinha de ser.
O sono veio. A vontade teria que ficar pra amanhã. Mas o amanhã seria ainda mais agradável. Mal sabiam que isso era apenas o começo, que era apenas o riscar de um palito de fósforo no estopim de uma bomba.
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