[...] Poderíamos morar numa casinha de sapê, rústica, na praia ou numa
montanha (ou as duas coisas), com o verde dos lados, o azul na frente e,
ao entardecer, teríamos o rosa alaranjado, misturando-se ao azul escuro
da noite que vem chegando pra juntinho de nós, pintando o céu com
bolinhas brilhantes, convidando a gente a se deitar na areia ou na rede
da varanda e assistir ao semblante da natureza nos espiar lá de cima,
enquanto a gente se deixa embalar por ela, pela brisa, pelo afeto e
pelas horas quietas que insistiriam em passar ligeiro só pra teimar
comigo, que as queria escorrendo mais lentamente, pra que eu pudesse te
ter no meu colo por mais tempo, mais um bocadinho que fosse, mas sairia
ganhando, estava no lucro. Teria você. [...]
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