Um aplicativo

A noite estava começando quando eu cheguei em casa, após um longo dia de trabalho. Fui direto ao freezer pegar o resto de lasanha congelada de ontem, que estava pedindo para ser devorada, assim como meu corpo que estava com vontade de fazer algo de diferente naquela noite. Coloquei o prato no microondas, enquanto girava do lado dentro eu me via através do reflexo e lembrei-me de um aplicativo que uma amiga havia me indicado para sair com rapazes. Baixei o app. Retirei a lasanha e comi ali mesmo no balcão da cozinha, porque naquele momento eu estava ocupada demais procurando uma paquera. Selecionei alguns e outros eu bloqueei sem ao menos ter conversado. Entre todos os caras que conversei, um de 32 anos foi o que mais me chamou atenção, não só fisicamente, mas por ter um bom papo, gostava de filmes, rock e morava no mesmo bairro que eu. Era exatamente o que eu procurava naquele momento, um amor de uma noite só, sem compromisso e vínculos. Ficamos 2 horas conversando e ele me provocou a ir à casa dele. – Se transar no primeiro encontro é considerado ser uma vadia, prazer, sou uma vadia! 
 
Tomei um banho rápido, fiz uma boa maquiagem, passei um batom matte da MAC de longa duração e escolhi um camiseta justa preta, uma calça jeans e uma lingerie de renda vermelha que contrastava com o tom  da minha pele. Tudo de caso pensado. Era um tiro certeiro.

Tirei uma garrafa de vinho que estava gelando, retoquei o rímel e joguei um halls preto na bolsa. Caminhei por uns 5 minutos, era próximo. Ele me ligou perguntando se eu ainda estava a fim de ir, que vinha ao meu encontro. Eu disse que já estava quase na porta. Sorriso largo e branco, aproximadamente 1.80 de altura, forte, com as costas e braços grandes.

Entre uma taça de vinho e outra, uma gargalhada, beijos e carinhos, ele me levou para o quarto. Deitou-me na cama e colocou uma música de um cara com uma voz rouca e sensual, subiu na cama, percorreu meu corpo com a língua me mapeando inteira parando bem embaixo do umbigo, onde mora o perigo.

Ele fazia com que eu me sentisse gostosa e a mulher mais desejada entre todas que já se deitaram naquela imensa cama. Deslizava os seus dedos no pescoço passando entre meus peitos e parava dentro de mim cumprimentando a minha vagina com os dedos. A sua excitação fazia com que aumentasse ainda mais o meu desejo por aquele estranho.

Ele tirou sua camisa jogando no chão revelando um corpo não malhado, mas de homem forte e trabalhador. Homem de verdade. Eu sorri e deixei ele perceber toda a malicia que estava em meus olhos. Ele entendeu perfeitamente o recado e colocou a cabeça entre as minhas pernas. Joguei uma das balas eróticas para ele colocar na boca. A língua gelada invadiu o meu corpo, que estava em chamas. Ele me fez flutuar, e a música eu  já não consiga mais ouvir.

Eu subi em cima dele e comecei a tomar conta da situação.  Rebolei. Nossos gemidos se misturavam e uma nova música começou a tocar em sua playlist. Seus olhos me observavam enquanto eu rebolava, e sua face tomada pelo prazer. 

O dia foi clareando sem percebermos, e ali estávamos, cansados, abraçados com uma respiração ofegante. Nossos cheiros combinaram e nossos corpos mais ainda. Enquanto ele descansava sereno eu coloquei minha roupa e preparei um café, e me preparei para mais um dia cheio...

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