Hoje, sentado na varanda da minha casa me lembrei de você. Lembrei de outras pessoas que passaram por minha vida nesses ultimos meses. Mas pensei especialmente em você. Entre um gole e outro no café. Pensativo, cultivei em mim todas as saudades que ainda me cedem e resolvi sorrir com isso. Como sempre faço quando lembro de como é gostar de alguém.
Um dia quem sabe, talvez, exista outro cara dividindo a cama contigo, contando as mesmas piadas que eu te contava e mordendo sua orelha. Só espero que ele saiba o quão você gosta de café, e assim, apreciar o charme que é você segurando a xícara com aqueles olhos pequenos. Espero também que ele tenha noção de como você não gosta quando te mordem muito forte. E, claro, que ele saiba como você gosta de de ficar abraçada, em silêncio. 
Talvez, se hoje eu te conhecesse de novo, ficaria contigo mesmo se você tivesse acabado de sair da cadeia por homicídio. Não por ser assim tão linda, mas porque depois de viver um pouco enalteci as qualidades que você tinha. Coisas da vida. Que, como sabes, não me arrependo. Eu tinha que viver, trabalhar, focar e me jogar de cabeça. Despertar à vida. Você sabe que era o melhor pra mim e, esse respeito que você teve pelo meu momento é, com certeza, um dos meus maiores motivos de orgulho de ter sido teu namorado.
Por mais que eu não tenha pintado a bunda de vermelho e declamado nosso amor em rede nacional, saiba que, no auge das minhas poucas palavras você pintou de mão colada comigo um pouco da minha história. Espero que lembres de mim como lembro de ti, dos detalhes, das viagens e, claro, das roupas e sapatos que eu tanto achava por demais, mas sempre fazia questão de elogiar como em ti ficava belo. Lembra como eu era pentelho? Eu não mudei nem um pouco. E sim, também continuo achando que uma minissaia perde seu charme quando o intuito é convencer alguém, somente com aquilo, que ali existe um mulherão.
E, acredite se quiser, ainda guardo todas as nossas fotos. Não por algum motivo especial, ou por devaneio louco, mas porque acho gostoso lembrar das nossas histórias e pontuá-las como fases necessárias em uma vida de momentos tão felizes. Espero que guardes também. Mas, se não o fizer, pelo menos não as jogue fora, revelei todas com tanto carinho…
Então, hoje no auge do meu pouco afeto, te digo: nunca vou te esquecer. Até porque não tenho problema de memória. Você me ensinou tanta coisa, a ser um homem mais sorridente e feliz por curtir os pequenos prazeres da vida. Queria ter curtido mais você, confesso, ter lhe dado mais atenção e me preocupado menos com o trabalho. Mas talvez, esse texto seja um pouco do que eu tanto quis pra mim. Espero que estejas com orgulho de mim.
Saiba que meu beijo continua doce, meu sorriso espraiado e meu puxão de cabelo com a mesma firmeza de sempre. E como sei que você gostaria de saber: sim, ainda durmo rente a parede e ocupo metade da cama. Ainda gosto do frio. Ainda bebo um litro de café. Ainda falo gesticulando com as mãos e gosto de brincar com crianças. E, claro, ainda pareço uma criança quando fico doente.
Eu que sempre fui poeta da minha própria vida, espero sempre guarda-te na estante dos meus melhores feitos. E, que ao final desse texto, você sorria. Sem medo de eu estar te vendo. Só sorria com simples objetivo de saber que os nossos momentos serão sempre nossos. A gente foi um sonho que passou, mas seremos sempre uma lembrança-sorriso dentro dos nossos, um dia juntos, corações.
Te amo !

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