Ele era um cara simples em uma noite normal de trabalho. Um dia movimentado na lanchonete. O corpo já suado por baixo da camiseta. O cheiro de pão, carne e bacon espalhado pelo ar.
Uma noite de pensamentos turbulentos. O fim de um ano complicado, cansativo, estressante, cheio de danos e perdas. Apenas mais uma noite! Até aqueles cabelos loiros e aqueles olhos cor de mel entrarem no ambiente como um raio de sol num dia de chuva. Com aquele sorriso largo e cheio de dentes.
- Oi! - Veio ela dizendo, sempre tão simples, delicada e encantadora como sempre, deu um abraço que levou toda a tristeza e os problemas junto e deixou aquele homem leve, como se toda a dor tivesse desaparecido com aquele toque sútil. Parecia o remédio necessário para curar toda sua dor. Um abraço que durou a eternidade contida dentro de um ou dois segundos. Um abraço cheio de paz.
Um suspiro saiu longo depois daquele momento e um sorriso se instalou no rosto dele. Aquela noite acabava de mudar por completo. Junto com o suspiro deu pra sentir as bochechas corarem e alguma palavra de agradecimento pôde ser ouvida num tom muito baixo.
Um pedido para comer. Algo para beber. E entre mordidas, um hamburguer foi devorado com a fome e a voracidade de um monstro mitológico no corpo de uma mocinha delicada e bela. E junto com a fome satisfeita, o lanche devorado, ela também acabou por pagar a conta e ir embora.
- Estava delicioso. Voltarei mais vezes! - Uma despedida também simples e delicada na forma de um abraço gostoso, demorado, como a própria eternidade personificada ali, naqueles dois corpos enlaçados, como se não acabasse nunca mais aquele momento delicioso. Como é bom sentir o carinho sincero de alguém.
Mas tinha algo errado acontecendo!
Tantas lembranças vieram a cabeça dele. Toda a admiração que sempre teve por aquela pessoa vieram a tona no silêncio da noite, deitado na cama lembrando daquele abraço. A doçura da voz dela veio primeiro. Cantando e exercitando a voz, com aquele tom rouco, declamando a poesia contida nas músicas. A sutileza no toque do violão em seguida. A maneira doce como ela bate nas cordas e deixa a música vibrar. Tantas outras pequenas lembranças vieram em seguida. A doçura de pessoa que é. Com a família, com os cachorros, com os amigos, com tudo.
Aquela mulher sempre foi uma pequena fonte de admiração praquele homem. E como pode um simples abraço despertar algo tão interessante e intenso. Ele devia estar confundindo as coisas. Porém aquela confusão era algo sadio, bom de se sentir e viver. Bom para suspirar e acreditar na vida.
Os dias seguiram. Normais. Divertidos. Um pouco mais em paz. Com um pouco mais de fé.
Na calmaria de um dia qualquer, sentado na sacada, entre um gole e outro na xícara de café, admirando o pôr do sol, pegou o celular e ficou admirando aquela mulher. De longe ele via um pouco mais sobre ela nas redes sociais. Queria falar isso pra ela, mas não queria romper a linha tênue e frágil que existe entre a amizade e um tom de conquista. Queria convidar pra tomar um café ou apenas para caminhar e conversar e saber mais sobre ela. Sobre sua fé. Sua família. Seu dia a dia. As canções preferidas. Sobre a mulher frágil e simples demais que aparenta ser, mas apesar disso tudo a mulher forte que deve existir. A beleza em seus olhos. Sua criatividade. Sua voz. Seus olhares.
E uma nova visita se fez. Agora em família. Com o irmão e as sobrinhas. Um outro abraço aconteceu, da mesma maneira delicada e cheio de paz. Um abraço que poderia durar uma eternidade. Aquele corpo pequeno, magro, frágil. Mas com uma força incrivel e cheio de carinho. Ele realmente devia estar confundindo as coisas. Mas parecia que pra ela o abraço também fazia um bem. Dava pra sentir algo recíproco e sincero naquele abraço. Naquele toque carinhoso.
E como é gostoso conviver e observar ela assim. Sorrindo e brincando. Solta e feliz. Com aquela boca cheia de dentes gargalhando na companhia das sobrinhas, que numa frase solta e perdida notou-se um tom de ciumes por causa de um olhar ou algo que aconteceu. E ele riu. E ficou ainda mais confuso no que sentia. Em como olhava para ela.
Era uma confusão completa. Mas era algo bom que ele precisava falar. Precisava expressar a maneira como admirava aquela mulher e toda a sua simplicidade. E quando pensava sobre isso, não estava dizendo que admirava o fato dela ter o Q.I igual ao do Einstein para ser boa companhia, ou que para divertir-se, precisa resolver equações de física quântica.
Não é nada disso, apenas valorizava muito o poder que aquela mulher têm de fazer desejar que a conversa nunca acabe, que aqueles abraços nunca terminem, gerando uma vontade súbita de matar algum cliente quando este chega exigindo sua cota de atenção para atender a próxima mesa. Torcendo para que a noite terminasse logo e o bar estivesse fechando. Tudo isso porque às vezes só quer continuar ali, ouvindo o que ela tem a dizer e agradecendo por esse papo de fluência natural e diferente de muitos outros que escutamos com a cabeça nas nuvens, contando os segundos para fechar a conta e seguir para algum outro lugar e ficar perdido naqueles braços.
Anmehom...
Um anjo, um menino e um homem!
Hoje, sentado na varanda da minha casa me lembrei de você. Lembrei de outras pessoas que passaram por minha vida nesses ultimos meses. Mas pensei especialmente em você. Entre um gole e outro no café. Pensativo, cultivei em mim todas as saudades que ainda me cedem e resolvi sorrir com isso. Como sempre faço quando lembro de como é gostar de alguém.
Um dia quem sabe, talvez, exista outro cara dividindo a cama contigo, contando as mesmas piadas que eu te contava e mordendo sua orelha. Só espero que ele saiba o quão você gosta de café, e assim, apreciar o charme que é você segurando a xícara com aqueles olhos pequenos. Espero também que ele tenha noção de como você não gosta quando te mordem muito forte. E, claro, que ele saiba como você gosta de de ficar abraçada, em silêncio.
Talvez, se hoje eu te conhecesse de novo, ficaria contigo mesmo se você tivesse acabado de sair da cadeia por homicídio. Não por ser assim tão linda, mas porque depois de viver um pouco enalteci as qualidades que você tinha. Coisas da vida. Que, como sabes, não me arrependo. Eu tinha que viver, trabalhar, focar e me jogar de cabeça. Despertar à vida. Você sabe que era o melhor pra mim e, esse respeito que você teve pelo meu momento é, com certeza, um dos meus maiores motivos de orgulho de ter sido teu namorado.
Por mais que eu não tenha pintado a bunda de vermelho e declamado nosso amor em rede nacional, saiba que, no auge das minhas poucas palavras você pintou de mão colada comigo um pouco da minha história. Espero que lembres de mim como lembro de ti, dos detalhes, das viagens e, claro, das roupas e sapatos que eu tanto achava por demais, mas sempre fazia questão de elogiar como em ti ficava belo. Lembra como eu era pentelho? Eu não mudei nem um pouco. E sim, também continuo achando que uma minissaia perde seu charme quando o intuito é convencer alguém, somente com aquilo, que ali existe um mulherão.
E, acredite se quiser, ainda guardo todas as nossas fotos. Não por algum motivo especial, ou por devaneio louco, mas porque acho gostoso lembrar das nossas histórias e pontuá-las como fases necessárias em uma vida de momentos tão felizes. Espero que guardes também. Mas, se não o fizer, pelo menos não as jogue fora, revelei todas com tanto carinho…
Então, hoje no auge do meu pouco afeto, te digo: nunca vou te esquecer. Até porque não tenho problema de memória. Você me ensinou tanta coisa, a ser um homem mais sorridente e feliz por curtir os pequenos prazeres da vida. Queria ter curtido mais você, confesso, ter lhe dado mais atenção e me preocupado menos com o trabalho. Mas talvez, esse texto seja um pouco do que eu tanto quis pra mim. Espero que estejas com orgulho de mim.
Saiba que meu beijo continua doce, meu sorriso espraiado e meu puxão de cabelo com a mesma firmeza de sempre. E como sei que você gostaria de saber: sim, ainda durmo rente a parede e ocupo metade da cama. Ainda gosto do frio. Ainda bebo um litro de café. Ainda falo gesticulando com as mãos e gosto de brincar com crianças. E, claro, ainda pareço uma criança quando fico doente.
Eu que sempre fui poeta da minha própria vida, espero sempre guarda-te na estante dos meus melhores feitos. E, que ao final desse texto, você sorria. Sem medo de eu estar te vendo. Só sorria com simples objetivo de saber que os nossos momentos serão sempre nossos. A gente foi um sonho que passou, mas seremos sempre uma lembrança-sorriso dentro dos nossos, um dia juntos, corações.
Te amo !
Um aplicativo
A noite estava começando quando eu cheguei em casa,
após um longo dia de trabalho. Fui direto ao freezer pegar o resto de
lasanha congelada de ontem, que estava pedindo para ser devorada, assim como meu
corpo que estava com vontade de fazer algo de diferente naquela noite. Coloquei o
prato no microondas, enquanto girava do lado dentro eu me via através do
reflexo e lembrei-me de um aplicativo que uma amiga havia me indicado para sair
com rapazes. Baixei o app. Retirei a lasanha e
comi ali mesmo no balcão da cozinha, porque naquele momento eu estava ocupada
demais procurando uma paquera. Selecionei alguns e outros eu bloqueei sem ao menos
ter conversado. Entre todos os caras que conversei, um de 32 anos foi o
que mais me chamou atenção, não só fisicamente, mas por ter um bom papo,
gostava de filmes, rock e morava no mesmo bairro que eu. Era exatamente o que eu
procurava naquele momento, um amor de uma noite só, sem compromisso e vínculos.
Ficamos 2 horas conversando e ele me provocou a ir à casa dele. – Se
transar no primeiro encontro é considerado ser uma vadia, prazer, sou uma
vadia!
Tomei um banho rápido, fiz uma
boa maquiagem, passei um batom matte da MAC de longa duração e escolhi um camiseta justa preta, uma calça jeans e uma lingerie de renda vermelha que contrastava com o tom da minha pele. Tudo de caso pensado. Era um
tiro certeiro.
Tirei
uma garrafa de vinho que estava gelando,
retoquei o rímel e joguei um halls preto na bolsa. Caminhei por uns 5 minutos, era próximo. Ele me ligou perguntando se
eu ainda
estava a fim de ir, que vinha ao meu encontro. Eu disse que já estava quase na porta. Sorriso largo e branco,
aproximadamente 1.80 de altura, forte, com as costas e
braços grandes.
Entre uma taça de vinho e outra, uma gargalhada,
beijos e carinhos, ele me levou para o quarto. Deitou-me na cama e colocou uma
música de um cara com uma voz rouca e sensual, subiu na cama, percorreu meu corpo com a língua
me mapeando inteira parando bem embaixo do umbigo, onde mora o perigo.
Ele fazia com que eu me sentisse gostosa e a mulher mais desejada entre todas que já se deitaram naquela imensa cama. Deslizava os seus dedos no pescoço passando entre meus peitos e parava dentro de mim cumprimentando a minha vagina com os dedos. A sua excitação fazia com que aumentasse ainda mais o meu desejo por aquele estranho.
Ele tirou sua camisa jogando no chão revelando um corpo não malhado, mas de homem forte e trabalhador. Homem de verdade. Eu sorri e deixei ele perceber toda a malicia que estava em meus olhos. Ele entendeu perfeitamente o recado e colocou a cabeça entre as minhas pernas. Joguei uma das balas eróticas para ele colocar na boca. A língua gelada invadiu o meu corpo, que estava em chamas. Ele me fez flutuar, e a música eu já não consiga mais ouvir.
Eu subi em cima dele e comecei a tomar conta da situação. Rebolei. Nossos gemidos se misturavam e uma nova música começou a tocar em sua playlist. Seus olhos me observavam enquanto eu rebolava, e sua face tomada pelo prazer.
O dia foi clareando sem percebermos, e ali estávamos, cansados, abraçados com uma respiração ofegante. Nossos cheiros combinaram e nossos corpos mais ainda. Enquanto ele descansava sereno eu coloquei minha roupa e preparei um café, e me preparei para mais um dia cheio...
... de saia rodada !
Na imensidão dessa noite que parece não ter fim, o som da chuva ecoa na janela fechada, cada batuque no vidro é como uma batida do meu coração anunciando a chegada do inverno. O sentimento é verdadeiro e pulsa em meu peito. O desejo emana da minha pele como calor de verão.
Eu queria ter você sob a mira dos meus olhos e gestos. Queria tocar tua pele. Queria te beijar demoradamente. Morder teus lábios. Brincar com os fios da tua cabeça raspada e os pelos da tua barba. Queria ouvir teu suspiro em meus ouvidos. Sentir teu desejo por mim. Sentir tua pele quente na minha e deixar apenas o frio da noite nos envolver e causar pequenos arrepios. Queria sentir tua ereção e o ar safado do teu nariz brincando em meu corpo e absorvendo cada centímetro de meu perfume.
Ouvir somente seus apelos e sussurros. Sentir os puxões em meu cabelo. Queria falar safadezas e brincar com os sonhos de outrora. Deitar ao teu lado. Fazer planos e namorar o teu peito cabeludo. Assim, de calcinha e uma fina camiseta branca de algodão, ficar deitada, abraçada em teu corpo, entre beijos e mordidas, ter pequenos devaneios e deixar a criatividade me levar pra lugares que ainda não conhecemos.
Sentir o pulsar de suas veias e o arfar de seu peito úmido. Queria sentir meu homem assim. Me perder de desejos e apaixonar-me a cada toque. A verdade, a sensibilidade, o carinho e o tesão eram demais para duas pessoas como nós. Mas a vontade era do mesmo tamanho. Tudo pulsava para dois. Em doses iguais.
Como as folhas molhadas de sereno, que se desprendem naturalmente dos galhos com o peso da água, também as ultimas peças de roupa voaram pelo quarto. Entre quatro paredes éramos dois animais sedentos de carne. Mordidas e beijos em cada parte exposta. A calcinha correu fácil entre os dedos hábeis e delicados dele. Estava excitada e cheia de tesão. Escorria pela perna o néctar de meu sexo pedindo que me invadisse e roubasse todo o ar de meu pulmão num suspiro contido até aquele momento. Era dele. Era dela. Eram um do outro e apenas nós dois existiamos naquele momento.
Eu queria beijar você parte a parte. Mordiscar as orelhas. Beijar o canto da boca. Me perder em teus lábios e sentir tua língua loucamente em contato com a minha. Brincar e provocar tua bochecha e o queixo quadrado, bom de morder. Descer em teu pescoço. Provocar. Te deixar excitado. Me querendo. Suas mãos percorrendo loucamente pelo meu corpo. Acariciando minhas costas, meus seios, meus cabelos. Deixei que os beijos se perdessem em teu peito e os dedos procurando o elástico de tua cueca. A mão envolta em teu membro excitado e rijo como rocha. A boca salivando.
Passo a passo. O jogo virou. Como num manual. Me puxou acima, de volta ao beijo. Me segurou como um vaso de vidro com carinho e força. Me jogou na cama. Deitou-me e com as pernas, roçando as minhas, definiu novas regras para aquele jogo. Eu estava excitada. Ele também. Seu sexo roçava o meu, me deixando molhada e querendo ele todo, dentro de mim.
Fez uma viagem tranquila e também turbulenta. A cada beijo que recebia daqueles lábios, uma parte em mim acendia e um pelo novo arrepiava. O desejo era demais. Eu estava em chamas. Louca de tesão. E ele me tinha em suas mãos. O beijo me deixava cada vez mais louca. O toque me incendiava. E ele assim me maltratava com carinhos e beijinhos pelo corpo todo. Foi descendo lentamente. Com as mãos acariciou minhas pernas e fez uma pequena massagem em meus pés.
Passeando de leve e profundamente, desceu beijando minhas pernas, abertas, prontas, entregue àquele homem. Não me deixou opção senão gemer e soltar pequenos gritinhos quando beijou meu sexo. Perdeu-se em lascívia completa me beijando, me lambendo, me seduzindo por completo. Me entreguei por inteira àquele tesão maluco. Deixei aquele homem me transar. Entreguei a ele meu corpo. A alma estava em êxtase. Ele veio com tesão e desejo. Inteiro. Enrolei minhas pernas em torno de seu corpo. O abracei com força. Não precisava de mais palavras. Apenas as mãos falavam. Uma língua que apenas os amantes conhecem. Apenas os suspiros eram ouvidos. O gozo. O silêncio.
Meus olhos e dedos sobre a tua geografia, tamborilavam em carícias. Cada curva, cada elevação, cada pedaço. Assim, cansados, deitados, perdidos em desejo. Suspirando pesadamente e deixando o momento nos absorver. O desejo era de um banho cheiroso a dois na água quente para depois acabar na cama novamente, abraçados sob o edredom. O momento único e sutil de dois amantes.
Lá fora, a chuva continuava. Acordei com o som do micro-ondas apitando algo pronto. Ainda estava escuro, mas um leve perfume de café passado enchia o quarto. Trouxe duas xícaras. Aquele corpo. Apenas uma camiseta branca e a cueca preta que marcava bem as suas coxas. O vapor subia em espirais do café com leite quente. Eu ainda queria mais. E depois desse cochilo eu iria ter...
Ela tomou um banho demorado naquela noite, perfumado e cheio de carinhos. Deixou a pele macia e delicada pensando no seu homem.
Secou-se lentamente imaginando as mãos dele a tocando e pegando em cada parte de seu corpo. Podia ouvi-lo lavando as louças do jantar. Sabia que a noite ainda seria longa. Vestiu a lingerie branca que ele adora. A calcinha fina e leve, facil de tirar mas que deixava ele excitado apenas de olhar. Por cima uma camisa de botões, os quais fechou apenas dois no meio. Deitou-se perfumada. Um leve toque no pescoço que sabia que deixaria seu homem parado , ali , curtindo aquele aroma maravilhoso.
Aguardou , em silêncio ouvindo o som do chuveiro. Sabia que ele preparava o corpo pra toca-la e deixar suas pernas bambas naquela noite. Curtindo e devorando cada pedacinho de mulher que oferecia ao seu amado.
Ele entrou no quarto, enrolado na toalha. Vestiu uma cueca preta que o deixava saboroso. Aquele membro fica bem exposto pedindo para ser devorado.
Apenas um desodorante e o restante do corpo nu.
Era noite de lua cheia. Aquele homem iria devora-la sexualmente. Iria leva-la aos céus entre gritos e orgasmos. Mas sabia preparar o território. Lentamente colocou aquela do Pearl Jam que ela gosta de ouvir. Ela balançou a cabeça em aprovação. Virou-se de bruços mostrando o bumbum provocando seu homem e olhado-o de ladinho. Ele ficava feliz em ter conhecido tão linda e provocante mulher. Ficava feliz todos os dias por ter cativado e conquistado o amor dela.
Passou adiante da cama. E como uma dose de pimenta pra noite, abriu uma brecha nas cortinas deixando a luz da rua e da lua entrarem no quarto. Aproximou-se da cama. E pelos pés começou a beijá-la ...
Secou-se lentamente imaginando as mãos dele a tocando e pegando em cada parte de seu corpo. Podia ouvi-lo lavando as louças do jantar. Sabia que a noite ainda seria longa. Vestiu a lingerie branca que ele adora. A calcinha fina e leve, facil de tirar mas que deixava ele excitado apenas de olhar. Por cima uma camisa de botões, os quais fechou apenas dois no meio. Deitou-se perfumada. Um leve toque no pescoço que sabia que deixaria seu homem parado , ali , curtindo aquele aroma maravilhoso.
Aguardou , em silêncio ouvindo o som do chuveiro. Sabia que ele preparava o corpo pra toca-la e deixar suas pernas bambas naquela noite. Curtindo e devorando cada pedacinho de mulher que oferecia ao seu amado.
Ele entrou no quarto, enrolado na toalha. Vestiu uma cueca preta que o deixava saboroso. Aquele membro fica bem exposto pedindo para ser devorado.
Apenas um desodorante e o restante do corpo nu.
Era noite de lua cheia. Aquele homem iria devora-la sexualmente. Iria leva-la aos céus entre gritos e orgasmos. Mas sabia preparar o território. Lentamente colocou aquela do Pearl Jam que ela gosta de ouvir. Ela balançou a cabeça em aprovação. Virou-se de bruços mostrando o bumbum provocando seu homem e olhado-o de ladinho. Ele ficava feliz em ter conhecido tão linda e provocante mulher. Ficava feliz todos os dias por ter cativado e conquistado o amor dela.
Passou adiante da cama. E como uma dose de pimenta pra noite, abriu uma brecha nas cortinas deixando a luz da rua e da lua entrarem no quarto. Aproximou-se da cama. E pelos pés começou a beijá-la ...
[...] Poderíamos morar numa casinha de sapê, rústica, na praia ou numa
montanha (ou as duas coisas), com o verde dos lados, o azul na frente e,
ao entardecer, teríamos o rosa alaranjado, misturando-se ao azul escuro
da noite que vem chegando pra juntinho de nós, pintando o céu com
bolinhas brilhantes, convidando a gente a se deitar na areia ou na rede
da varanda e assistir ao semblante da natureza nos espiar lá de cima,
enquanto a gente se deixa embalar por ela, pela brisa, pelo afeto e
pelas horas quietas que insistiriam em passar ligeiro só pra teimar
comigo, que as queria escorrendo mais lentamente, pra que eu pudesse te
ter no meu colo por mais tempo, mais um bocadinho que fosse, mas sairia
ganhando, estava no lucro. Teria você. [...]
Gosto de quem chega simples
e simplesmente me conquista
fala sem ego e escuta porque quer escutar
fala da sua vida sem querer se impor
e que a ambição é apenas alguns sorrisos
e que prefere o agora ao daqui a pouco
essas pessoas que são instantes
e que te marcam sem querer
ficar ali guardadas em estantes.
Ah, não tente me conquistar
com exoterismos e exacerbações
eu tenho aversão a gente inflada de ego.
Vovó ensinou que quem muito fala
pouco tem a dizer e pouco faz.
Ensinou também que gente vazia
fala de coisas e não da vida.
Fale pra mim tudo da sua vida
que é melhor do que cuspir
livros cheios de teorias
em falas engrossadas
no tacho da vaidade.
As suas cicatrizes
conte as histórias delas,
foi acidente ou caiu daquela árvore?
Quebrou o pé correndo atrás de pipa?
Foi fugir de animal bravo
e se rasgou no arame farpado?
Vai... Fala essas besteirinhas
da vida da gente
que a gente pouco dá valor.
Mas que são as coisas
mais valiosas das nossas vidas.
Cada cicatriz é uma marca
que algo você viveu.
E elas falam muito mais de você
do que você pensa.
É a sua história marcada em você.
Não tem como fugir
elas estão ali.
E, são lindas.
E não, não... Por favor!
Não me fale dos shows e espetáculos que foi
me fale da ressaca, dos sentimentos que sentiu
da pessoa que beijou ou se apaixonou repentinamente
não fale do preço da bebida
fale que gostou de beber.
Seja simples comigo.
Fale de tudo que quiser
de amor ao ódio.
Mas me fale de você.
e simplesmente me conquista
fala sem ego e escuta porque quer escutar
fala da sua vida sem querer se impor
e que a ambição é apenas alguns sorrisos
e que prefere o agora ao daqui a pouco
essas pessoas que são instantes
e que te marcam sem querer
ficar ali guardadas em estantes.
Ah, não tente me conquistar
com exoterismos e exacerbações
eu tenho aversão a gente inflada de ego.
Vovó ensinou que quem muito fala
pouco tem a dizer e pouco faz.
Ensinou também que gente vazia
fala de coisas e não da vida.
Fale pra mim tudo da sua vida
que é melhor do que cuspir
livros cheios de teorias
em falas engrossadas
no tacho da vaidade.
As suas cicatrizes
conte as histórias delas,
foi acidente ou caiu daquela árvore?
Quebrou o pé correndo atrás de pipa?
Foi fugir de animal bravo
e se rasgou no arame farpado?
Vai... Fala essas besteirinhas
da vida da gente
que a gente pouco dá valor.
Mas que são as coisas
mais valiosas das nossas vidas.
Cada cicatriz é uma marca
que algo você viveu.
E elas falam muito mais de você
do que você pensa.
É a sua história marcada em você.
Não tem como fugir
elas estão ali.
E, são lindas.
E não, não... Por favor!
Não me fale dos shows e espetáculos que foi
me fale da ressaca, dos sentimentos que sentiu
da pessoa que beijou ou se apaixonou repentinamente
não fale do preço da bebida
fale que gostou de beber.
Seja simples comigo.
Fale de tudo que quiser
de amor ao ódio.
Mas me fale de você.
Sobre aqueles cabelos vermelhos...
Era noite. Era madrugada. Era
fria. Um silêncio longo dava o prólogo de um inverno que se estenderia. O sono
não havia tomado conta ainda e a vontade de um café e companhia para um bom
papo eram mais fortes. A ansiedade e o desejo de algo mais, falavam alto na
mente e no coração. A cabeça vinha de dias de depressão forte novamente e o
trabalho andava por demais cansativo e exigente nesses dias de um começo de Junho.
O som do chuveiro indicava um banho tranqüilo, cheiroso, com
calma e com toda a delicadeza pra lavar a alma. Roupas leves e um breve arrepio
ao toque delas no corpo quente saído do chuveiro. Uma borrifada de perfume pra
melhorar o clima e o ambiente. Um moletom macio e aconchegante e o capuz na
cabeça porque a rua o aguardava gelada. Uma olhada no celular verificando as
atualizações do fim de noite. Ele ainda esperava uma luz. Ele adoraria a
companhia de alguém. A companhia dela.
Alguém online e disposto a
acompanhá-lo naquela maluquice? Quem sai na madrugada fria pra tomar café e
ficar jogando conversa fora num posto 24 horas? Mais uma verificada no celular
e um desejo de bom dia acompanhado de um convite pra acompanhá-lo despreocupadamente,
praquela que bagunçava sua cabeça e coração atualmente. Ela veria pela manhã e
certamente colocaria um sorriso naquele rostinho belo e naqueles olhos que
tanto o deixavam hipnotizado. Certamente falaria de inveja pelo café e pelos
pães de queijo. Mas iria sorrir prometendo companhia na próxima vez.
Escovar os dentes. Chaves e
dinheiro no bolso. Um tênis confortável. Os fones no ouvido. Um podcast sobre
assunto qualquer. O som nos fones servia mais como companhia e acalento do que
como distração. O silêncio na rua era enorme, quase palpável. Não havia vivalma
aquele horário. Era o seu momento e a solidão era só sua. Sentia prazer
naquelas ruas vazias. Sentia a escuridão e o frio tomando conta de seu corpo.
Um arrepio percorreu sua espinha. Encolheu os ombros e esfregou as mãos
procurando em algum átomo do corpo um pouco de calor.
Uma mensagem recebida com um aviso
sonoro o assustou naquele silêncio todo. Era um bom dia acompanhado de um
sorriso. Era dela. O coração disparou e bombeou mais sangue para o corpo
deixando seu rosto ruborizado. A mensagem dizia que também queria café, e que
era pra ele buscá-la em casa. Estava vestindo algo mais quente. Prometeu estar
pronta em dez minutos.
Momentos como esse são raros e
tem que ser aproveitados por completo. Não pensou duas vezes. Respondeu a
mensagem dizendo que estava indo. Esperaria na porta sem tocar o interfone pra
não acordar ninguém. Ela ainda morava com a mãe e a irmã. Ele estava apaixonado
de forma utópica e agora ainda encantado com a companhia inesperada. Era um
sentimento bom e doce. Era uma luz no fim de um túnel longo e cansativo.
A caminhada até a casa dela era
curta e rápida. Meia volta e estaria lá. Moravam próximos a poucas quadras de
distância. Ela estava linda com uma touca na cabeça escondendo o vermelho dos
cabelos pintados e aquele sorriso iluminado no rosto, um cachecol ao redor do
pescoço e quilos de casacos pra espantar o frio. O olhar era doce como sempre.
Vê-la, iluminava o dia até agora escuro. As mãos no bolso fugindo do frio e a
fumacinha que fazia enquanto falavam davam um tom divertido na conversa que se
estendeu pelo caminho. Era bom falar com aquela garota. Ela tinha segredos e
histórias para contar. Ela tinha medos e sonhos. Combinavam nas conversas e nos
sorrisos. Entendiam as referências. Compreendiam o sarcasmo um do outro. A
noite ainda iria longe. Ambos sabiam disso.
Ketchup, maionese ou condimentos
dispensados. O básico e simples os agradava. Um cappuccino acompanhado de pães
de queijo. A conversa fluía de forma leve. Entre sorrisos e provocações tudo
parecia mais fácil. Os dois gostavam de observar o cotidiano e falar mal do que
lhes parecia engraçado e divertido aos seus próprios olhos. Riam e encontravam
em seu pequeno mundo graça de tudo na vida. Sabiam compartilhar essas bobeiras.
Pareciam duas crianças. Sabiam rir das pequeninas coisas.
A conversa levou para as
preocupações e medos. O stress do dia a dia. Ela reclamando dos problemas e
preocupações tão recorrentes na família, em casa e no trabalho. Falava de algum
de seus alunos e as dificuldades que tinham. Falava dos planos e desejos que
tinha pra desenvolver e fazer um pouco mais. Ele por sua vez ouvia cada palavra
admirando o movimento de sua boca e o balanço de suas sobrancelhas. Ele adorava
admira-la. Ele amava aquela menina de cabelos vermelhos.
Risadas eram sonoras durante as
conversas daqueles dois. A sintonia era incrível. O sarcasmo era notável em
todos os detalhes, e os dois eram sagazes nas observações. Era gostoso de
vê-los juntos. Era algo como uma musica romântica tocada num volume baixo. Era notável
o brilho nos olhos dele enquanto olhava pra ela. Era de verdade aquele
sentimento. Ela era de sagitário. O ariano que vive dentro dele era apaixonado
por cada detalhe daquela moça.
Iriam pedir mais um café. A noite
estava boa e o clima no posto era ameno. Havia um calorzinho gostoso naquele
lugar que pedia pra ficar um pouco mais. Lá fora estava frio. E o papo havia
tomado um rumo tão bom. Ela já havia falado do dia e dos problemas. Ele por sua
vez havia feito as reclamações básicas. Já haviam passado pelas dores e agora
vinham as histórias e lembranças. A conversa sempre fluía facilmente mesmo
porque tinham muito pra contar um ao outro. Tinham sonhos e desejos parecidos.
Gostavam de cinema e boa musica. Gostavam de silencio e tranqüilidade. E ele adorava aqueles olhos.
Um chocolate
pra adoçar a vida. Os capuzes de volta na cabeça e a noite ainda mais fria os
aguardava. A caminhada seria boa e daria calor e animo pra noite de sono
porvir. Era sempre bom estar na companhia daquela garota. Ela aquecia seus
pensamentos e seu coração. Ela sabia como fazer um carinho e um afago na alma
por vezes cansada e estressada dele. Ela sabia dizer as coisas certas pra deixá-lo
ainda mais apaixonado.
A porta do condomínio dela já era
vista de longe. Ela estava com frio e agarrou o braço dele se aninhando numa
caminhada abraçada. Queria a proximidade dele pra se esquentar. Queria um
chamego e um pouco de carinho também. Era boa aquela companhia. Era agradável aquele
momento aos dois. A caminhada era lenta. Parecia aos dois haver o desejo de
estender um pouco mais pra noite não acabar. Mas ela tinha que trabalhar assim
que o dia clareasse. Ela precisava dormir. E a noite era fria pra ficarem na
rua por mais algumas horas. Ele queria ficar em seus braços e abraços por mais
uma hora ou duas, mas poderia ficar pra outro dia. A despedida sempre é
gostosa. E o beijo no rosto sempre inesquecível...
Assinar:
Comentários (Atom)